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2018-06-04

Preços da aviação vão inverter este ano tendência de queda e subir 3,2% — IATA


A IATA indicou hoje que antecipa que 2018 seja o ano do fim da queda do preço da aviação medido pelo yield (preço médio por voar um quilómetro) iniciada em 2012, prevendo um aumento em 3,2%.

Essa evolução, ainda que beneficiando adicionalmente de uma melhoria da taxa média de ocupação dos voos, não vai chegar porém para compensar o agravamento de custos, designadamente no combustível e pessoal, levando a uma degradação da margem operacional dos 7,5% estimados para 2017 para 6,8%.

As previsões da IATA, divulgadas no âmbito da sua Assembleia Geral a decorrer em Sydney, apontam para que 2018 seja mais um ano de crescimento da aviação e que os riscos detectados, desde as tendências proteccionistas às subidas dos preços de combustíveis, não foram ainda de molde a travar o ímpeto do sector.

Segundo a IATA, este ano as companhias vão receber 1.900 novos aviões, que compara com 1.722 em 2017, e vão aumentar a capacidade medida em ASK (lugares x quilómetros voados) em 6,7%, sensivelmente o mesmo ritmo de 2017, embora o crescimento da procura previsto pela Associação seja menor, em 7% face a 8,1% em 2017.

Especificamente para as companhias europeias, a informação da IATA assinala que estão “lentamente” a caminhar para terem desempenhos semelhantes aos das suas congéneres norte-americanas, tradicionalmente mais lucrativas, para as quais a IATA prevê que este ano tenham um lucro líquido conjunto de 15 mil milhões, enquanto para as europeias prevê 8,6 mil milhões.

Porém, enquanto para as europeias a IATA até prevê um aumento do lucro conjunto face aos 8,1 mil milhões de 2017, para as norte-americanas antecipa uma queda face aos 18,4 mil milhões do ano passado.

A explicação é que, segundo a IATA, as norte-americanas têm um lucro médio por passageiro de 15,67 dólares, enquanto as europeias lucram 7,58 dólares (7,53 em 2017), designadamente pela maior fragmentação do sector e “custos de regulação mais elevados”.

Já quanto à divergência de previsões, a explicação da IATA é que as europeias estão com maiores níveis de hedging dos combustíveis, adiando assim o impacto da subida de preços.

A IATA assinala no entanto que embora o sector até tenha apresentado mais lucros (38,4 mil milhões d dólares) do que previa (34,5 mil milhões), a previsão para este ano é que fique até abaixo dessa previsão, em 33,8 mil milhões.

As previsões da IATA apontam para que a aviação mundial tenha este ano um crescimento médio do tráfego de passageiros em RPK (passageiros x quilómetros voados) em 7% e um aumento ainda mais forte das receitas, em 10,7%, que a confirmar-se será o aumento mais forte desde 2011.

Esse aumento reflecte designadamente um aumento das receitas de passagens m 10,5%, pelo crescimento do tráfego em RPK em 7% e a subida esperada do yield (+3,2%).

A IATA avança ainda nas suas previsões que antecipa um aumento do número de passageiros embarcados em 2018 em 6,5% ou cerca de 265 milhões, somando um total de 4.358 milhões.

 


Fonte:
Presstur