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2019-08-04

Companhias low-cost crescem duas vezes mais do que as tradicionais


Mudaram o panorama da aviação e voam cada vez mais alto. No ano passado, as companhias aéreas low-cost cresceram quase o dobro das companhias aéreas ditas tradicionais. Enquanto o setor viu o número de assentos disponíveis por quilómetro (ASK) aumentar 6,9%, as companhias de baixo custo avançaram 13,4%, indica a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

"Em relação aos assentos disponíveis, a participação global das low-cost em 2018 foi de 29%, o que reflete o carácter de pequeno curso do seu modelo de negócios. Esse resultado ficou acima dos 16% registados em 2004", mostra a organização internacional da qual da TAP também faz parte. Estas companhias representaram 21% da capacidade global em 2018, acima dos 11% de 2004.

Embora avancem mais depressa do que as suas concorrentes, as companhias de baixo custo ainda são menos numerosas. A IATA, que representa 90% do setor de aviação, dá conta de que entre as 290 companhias que lhe estão associadas apenas 52 têm na sua génese os preços baixos.

As companhias aéreas transportaram 4,4 mil milhões de passageiros nos voos programados, um aumento de 6,9% em relação a 2017. Ao todo, a organização contabilizou mais 284 milhões de viagens por via aérea. "Houve recorde de eficiência, com 81,9% dos assentos disponíveis ocupados."

As companhias aéreas da região Ásia-Pacífico foram, mais uma vez, as que transportaram o maior número de passageiros, representando 37,1% do mercado. A Europa vem logo atrás, com 22,6% do mercado. São pouco mais de mil milhões de passageiros, mais 6,6% do que um ano antes.

Embora a Ásia e a Europa sejam as grandes senhoras em termos de passageiros, as três companhias aéreas com mais passageiros são norte-americanas. American Airlines é a campeã, seguida pela Delta Airlines e pela United Airlines. A árabe Emirates é a quarta maior companhia em número de passageiros.

A IATA estima que o custo real do transporte aéreo tenha caído para mais de metade nos últimos 20 anos, estando agora em torno dos 78 centavos de dólar por tonelada/quilómetro da receita (RTK).

"As companhias aéreas conectam cada vez mais pessoas e lugares. A liberdade de voar nunca esteve tão acessível. Com isso, o nosso mundo é um lugar mais próspero", considera Alexandre de Juniac, CEO da IATA.

Atento ao problema das emissões de carbono e ao esforço que toda a indústria terá de fazer para limitar a pegada ambiental, Juniac lembra que, "como acontece com qualquer atividade humana, [o crescimento] tem um custo ambiental que as companhias aéreas têm o compromisso de reduzir. Entendemos que a sustentabilidade é essencial para divulgar e colher os benefícios da aviação. A partir de 2020, limitaremos o crescimento líquido das emissões de carbono. E até 2050 reduziremos nossa pegada de carbono para metade dos níveis de 2005".


Fonte:
DN