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2014-09-09

Subida de tráfego na Portela acelera opções sobre Figo Maduro e Montijo


A intensificação do ritmo de crescimento do tráfego de passageiros no aeroporto da Portela está a levar a concessionária ANA, controlada pelos franceses da Vinci Airports, a acelerar as opções sobre os investimentos em infra-estruturas alternativas, como a disponibilização das instalações do Figo Maduro ou a reconversão da base militar do Montijo.

O Figo Maduro é actualmente ocupado pela Força Aérea. As duas partes já chegaram a acordo sobre a verba de compensação que a Vinci terá de pagar à Força Aérea, faltando acertar o ‘timing’ da transferência das instalações, que servirão, acima de tudo, para estacionamento de aeronaves. 
A outra alternativa é a reconversão da base aérea do Montijo. O Diário Económico sabe que a ANA apresentou recentemente ao grupo de trabalho sobre as opções do ‘Portela + 1’ uma nova estimativa de investimento neste projecto, inferior aos cerca de 600 milhões de euros apresentados inicialmente pela concessionária aeroportuária, em Julho de 2012. 

Entre o início deste ano e o passado dia 3 de Agosto, o tráfego de passageiros no aeroporto de Lisboa registou um crescimento de 12,5% face ao período homólogo, passando de 9,149 para 10,290 milhões de passageiros, de acordo com dados disponibilizados pelo Ministério da Economia. A manter-se este ritmo de crescimento, a Portela irá chegar ao final deste ano com um novo recorde de cerca de 17,5 milhões de passageiros. 
Este é um cenário altamente provável, até porque, segundo os dados já disponíveis, a reserva de ‘slots’ (espaços horários contratados pelas companhias aéreas) já efectuada junto da gestora aeroportuária nacional para a Portela prevê antever a manutenção deste rimo de crescimento de tráfego na Portela, não só até ao final deste ano mas também já durante grande parte de 2015. 

Se a taxa de crescimento do aeroporto de Lisboa nos primeiros sete meses se prolongar até ao final deste ano e durante a totalidade de 2015, o aeroporto da capital irá chegar ao final do próximo ano à beira do patamar dos 20 milhões de passageiros. Recorde-se que há cerca de três anos, o limite de capacidade de processamento de passageiros na Portela era apontado entre os 18 e 19 milhões de passageiros, uma fasquia que o Governo reviu para 22 milhões de passageiros anuais, após negociações directas com os diversos concorrentes à privatização da ANA, fechada no final de 2012. A Vinci, vencedora desse processo, estimava que esse limite fosse atingido em 2025. 

De acordo com uma intervenção de dois responsáveis do departamento de ‘investors relations’ da Vinci, Christopher Welton e Thomas Guillois - ocorrida na ‘Bernstein Strategic Decisions Conference’ a 1 e 2 de Outubro do ano passado – a meta do grupo é elevar a capacidade da Portela até aos 25 milhões de passageiros por ano. No entanto, como o ritmo de crescimento de tráfego na Portela está a demonstrar uma dinâmica consistentemente em alta, a Vinci decidiu acelerar as duas referidas alternativas à sua disposição, antes de avançar para a opção de construir um novo aeroporto na capital portuguesa. N.M.S. 


Fonte:
Diário Económico