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2014-11-19

Aeroporto no Montijo deve ter acesso fluvial


Porto de Lisboa será ouvido sobre a ligação dedicada entre Lisboa e o futuro aeroporto do Montijo. 

 
A Administração do Porto de Lisboa (APL) foi sondada sobre a criação de uma ligação fluvial exclusivamente destinada a assegurar acessos rápidos entre Lisboa e o futuro aeroporto do Montijo, atendendo a que esta ligação será fundamental para manter a competitividade dos acessos ao aeroporto. No entanto, a presidente da APL. Marina Ferreira, diz que não se pronuncia sobre o assunto até a questão ser formalmente debatida. 
 
Trata-se da criação da ligação fluvial ao projeto de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa — “Portela + 1” —, que utilizará a base aérea do Montijo em complemento com o aeroporto da Portela. Esta ligação rápida dos passageiros a Lisboa poderá ser feita por catamarã ou jetfoil, admitiram fontes próximas a este projeto. 
 
O futuro aeroporto será operado sobretudo pelas companhias de baixo custo e os especialistas em transportes reconhecem que só com uma ligação fluvial é que poderá ser garantida a competitividade dos tempos de acesso a Lisboa. 
 
Além disso, as mesmas fontes consideram que o impacto da chegada dos passageiros, por jetfoil ou catamarã, ao Terreiro do Paço, ao Cais do Sodré ou ao Parque das Nações é completamente diferente do impacto que teriam se só pudessem chegar a Lisboa por camioneta, autocarro, ou mesmo por comboio, atravessando uma ponte. 
 
A questão dos operadores da travessia fluvial será a mais simples, porque há um conjunto de hipóteses e soluções admissíveis, incluindo o recurso aos serviços da Transtejo-Soflusa. 
 
Esta questão deverá ser discutida em breve, atendendo a que os especialistas da ANA — Aeroportos de Portugal e do seu acionista Vinci têm de ter todas as soluções avaliadas a muito curto prazo. 
 
A enquadrar as rotas da ligação fluvial entre Lisboa e o aeroporto do Montijo está a questão da navegabilidade do Tejo e da necessidade de serem feitas dragagens complementares em determinados canais. 
 
Até ao final dos anos 60 o porto de Lisboa foi navegável até Santarém. A APL sabe que não poderá recuperar esta navegabilidade, mas é consensual no sector que a acessibilidade do Tejo deve ser melhorada. 
 
Atualmente há atividades económicas subaproveitadas, como é o caso do transporte fluvial de mercadorias para as plataformas logísticas da margem norte.
 

Fonte:
Expresso - Economia | 15-11-2014