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2015-05-19

Embraer quer crescer nos EUA com avião apontado para Évora


Os EUA vão absorver 2060 jactos comerciais E-Jets da nova geração E2, antevê a Embraer nas projecções de vendas para os próximos 20 anos. No segmento dos 70 a 130 lugares, o valor representa quase 35% da procura mundial, indica a companhia brasileira.

Sinal de crescimento da procura, 47% das vendas serão direccionadas ao crescimento do mercado, enquanto 53% se destinam a substituir aeronaves que atingem limite de idade até 2034, explica a empresa.

Há um mês, o CEO da fabricante brasileira de aviões revelava, numa entrevista ao Diário Económico, conversas com o governo português para produzir componentes em Évora para esta nova família E2. Proprietária das Oficinas Gerais de Material Aeronáutica (OGMA), a Embraer pretende aproveitar os fundos comunitários do programa Portugal 2020 para produzir peças para os E-Jets E2 na cidade alentejana, explicou Frederico Curado.

De acordo com a Embraer, a família de E-Jets, ao serviço desde 2004, já teve mais de milhar e meio de encomendas e 1100 entregas feitas até ao momento. Do total mundial do segmento de 70 a 130 lugares, os brasileiros detêm 60%. No norte da América entregaram acima de 400 E-Jets, conquistando mais de metade do mercado, garante a companhia.

As previsões de vendas nos EUA revelam a consolidação daquele mercado como dominante no segmento dos jactos entre 70 e 130 lugares. O presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Silva, antecipa que as companhias aéreas com operações regionais e serviço que privilegia a qualidade, procurarão cada vez mais este tipo de aparelhos acima dos 50 assentos.

A nova geração E-2 foi lançada em 2013. O E190-E2 deverá entrar ao serviço no primeiro semestre de 2018, seguido do E195-E2 em 2019 e E175-E2 em 2020.


Fonte:
economico.sapo.pt