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2015-07-10

Montijo está à frente das opções para reforçar aeroporto da Portela


 A actual base aérea do Montijo é a primeira opção da ANA, gerida pelo grupo francês Vinci, para complementar o aeroporto da Portela quando este esgotar a capacidade de processamento de passageiros. 
Contactada, a ANA não quis fazer comentários sobre o assunto, mas fonte da empresa confirmou ao Diário Económico que a alternativa do Montijo, para destino de companhias low cost é, neste momento, a mais provável. Uma informação corroborada pelo presidente da autarquia do Montijo. 
“Sabemos que estamos à frente das outras possibilidades, sabemos que estamos à frente na corrida em relação a este investimento, por comparação com as outras hipóteses em cima da mesa, que são Alverca e o Campo de Tiro de Alcochete, que em parte também está localizado neste concelho”, assegurou ao Diário Económico o presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta. 
“Estamos em negociações há vários meses com o Governo, mas principalmente com a ANA. Já estivemos reunidos com o seu CEO [administrador executivo], Jorge Ponce de Leão, que foi muito receptivo às nossas ideias.” 
O Diário Económico sabe que a Câmara Municipal do Montijo já entregou no passado mês de Maio um caderno de encargos à concessionária dos aeroportos. “Essas questões foram passadas à ANA e a nossa proposta teve um bom acolhimento.” 
O Governo, que rejeitou falar ao Diário Económico sobre este tema, tem, no entanto, de assumir diversos investimentos, ainda não completamente contabilizados, para a construção de diversas infra-estruturas complementares. 
Nuno Canta confidenciou ao Diário Económico que “se a base aérea do Montijo for transformada num segundo terminal de aviação civil do aeroporto da Portela, “estão previstos muitos benefícios imediatos para o concelho, incluindo a estimativa de criação de emprego de quatro mil postos de trabalho indirectos”. 
Entre as exigências colocadas pela Câmara Municipal do Montijo à ANA, figuram a construção de uma rede de águas e esgotos, a conclusão da circular externa da cidade do Montijo e um novo acesso rodoviário à ponte Vasco da Gama (controlada pela Lusoponte, também dominada pelo grupo Vinci). 
Também deverá ser necessário investir na transformação da estrada do Seixalinho (junto do cais fluvial), no Montijo, em avenida. Todos estes investimento fizeram parte do caderno de encargos que a Câmara do Montijo apresentou recentemente ao Governo português e à ANA. 
“Estamos neste momento a proceder à revisão do PDM [Plano Director Municipal], no sentido de tentar potenciar todos os estímulos económicos que possam surgir deste factor competitivo. O contrato de concessão estabelecido pelo Governo português com o grupo francês é, na opinião de Nuno Canta, “uma excelente oportunidade para trazer crescimento ao concelho”. 
“E não vimos até ao momento qualquer objecção a este caderno de encargos”, assegura o presidente da autarquia do Montijo. 
O contrato de concessão da ANA estipula que a partir dos 22 milhões de passageiros anuais a concessionária do grupo Vinci terá de combinar com o Governo português como se vai efectuar esse investimento, que deverá ser integralmente coberto pelo grupo privado. 

 


Fonte:
Diário Económico 10-07-2015