NOTÍCIAS


Associados
 

2015-10-30

Montijo parece reunir consenso


Continuam as negociações entre ANA, Força Aérea e companhias de aviação. 

A opção da base aérea do Montijo parece ser a alternativa que a maioria dos responsáveis do sector defendem para responder ao acréscimo constante de tráfego na Portela e ao aproximar dos limites de capacidade máxima do aeroporto da capital. A 10 de Julho, o Diário Económico avançou que a alternativa do Montijo se encontrava à frente das restantes opções (Alverca e Sintra). 

O processo acelerou antes das legislativas de 4 de Outubro, confirmando-se a escolha do Montijo para complementar a Portela. O anterior Governo de Pedro Passos Coelho tentou mesmo assinar um protocolo de entendimento nesse sentido com as diversas empresas e entidades envolvidas, em particular com a Câmara Municipal do Montijo, mas, no entanto, tal não chegou a ocorrer. 

A indefinição política gerada pelos resultados das últimas eleições legislativas poderá também trazer algumas dúvidas e atrasos sobre este processo, mas a urgência de encontrar uma solução parece evitar que este ‘dossier’ se arraste por muitos meses. 

Ainda na segunda-feira passada, Jorge Ponce de Leão, presidente da ANA, desvalorizou o facto de o memorando de entendimento sobre o aeroporto do Montijo ainda não ter sido assinado. “O verdadeiro objectivo era consensualizar que o Montijo era a melhor solução para ajustar a capacidade aeroportuária da cidade de Lisboa”, afirmou à Lusa, acrescentando que “foi conseguido”. 

“Vamos fazer as coisas certas, mas, para isso, precisamos de perceber exactamente o que a Força Aérea nos pode disponibilizar, como utilizar esses recursos de forma mais eficaz”, disse Ponce de Leão. O presidente da ANA explicou que se pode “construir as melhores soluções com a informação que, entretanto” for recolhida “junto das companhias aéreas sobre quem é que quer utilizar” o novo aeroporto e “quais as necessidades” dessas companhias e, por outro lado, “dimensionar as próprias taxas em função do investimento efectuado e do tipo de custos” que existirem no Montijo. 

“Tudo isso é um trabalho que tem de ser feito a seu tempo e estará pronto quando puder estar”, sublinhou o presidente da ANA. Além das questões técnicas, subsistem as de ordem política, nas mãos do próximo Governo, qualquer que ele seja.

 


Fonte:
Diário Económico